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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Jornalista diz: "europeus estão afeminados e as mulheres estão em perigo."

AS FEMINISTAS ANENCÉFALAS SE MORDEM DE RAIVA QUANDO OUVEM UMA MULHER EQUILIBRADA FALAR.



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

QUEM MAIS MATOU NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE?
Foi a religião em nome de Deus? Foram os ateus comunistas? Você sabe a verdade?







Falar das Cruzadas sem mencionar o milenar expansionismo islâmico é um erro que nenhuma pessoa minimamente honesta intelectualmente pode cometer.

No email que me endereçou, a jovem estudante mostrava-se indignada com a Igreja por causa das Cruzadas. Fiquei pensando se respondia ou não. Afinal, de que adianta gastar meu latim com esse tipo de bobagem? Que poder teriam algumas palavras minhas contra a ação de um professor mal intencionado, o ano inteiro, dentro da sala de aula? Decidi por uma estratégia mais longa e retornei uma pergunta bem curta: "Teu professor, ao falar sobre as Cruzadas, mencionou alguma vez a palavra Jihad ou o expansionismo islâmico?" Ela me respondeu que nunca ouvira falar disso e se mostrou surpresa por eu saber que ela fora introduzida ao tema das Cruzadas por um professor. A menina deve ter me considerado um gênio...
Tem-se aí excelente exemplo de algo que já foi objeto de outros textos meus: a malícia de tantos professores que se valem da cadeira de História para seus fins ideológicos, usando o ataque insidioso à religião como meio para agir. Afastam os jovens da Igreja e da palavra de Deus e os introduzem, com gravíssimo prejuízo, nos ritos e devoções do materialismo, do marxismo e do relativismo. Daí para o hedonismo é um passo de dedo. Desmancham com os pés da mentira e da mistificação o que os pais tenham ensinado em casa. Espinafram a Igreja por causa das Cruzadas do século 12, mas jamais mencionam os cem milhões de mortos pelo comunismo no século passado. Decorrerão algumas décadas até que esses jovens, já maduros, percebam, na experiência da vida, o engodo a que foram conduzidos pelos falsos mestres. Quem não tem relatos semelhantes?

A primeira Cruzada iniciou no ano de 1096 e a nona terminou em 1272. A palavra refere, portanto, uma série de episódios que se encerraram há 738 anos, envolvendo a retomada de Jerusalém. Veja agora, leitor, se é possível falar honestamente sobre as Cruzadas sem mencionar a Jihad. Jerusalém, no início do século XII, integrava o Império Romano do Oriente, sob o domínio de Bizâncio. Era uma cidade cristã, portanto, até ser conquistada pelos sassânidas (persas) e, em seguida, pelos seguidores de Maomé. Este personagem, que surgira na cena histórica alguns anos antes, havia estabelecido as bases religiosas do Islã e dera início à Jihad e à Guerra Santa. Em apenas oito anos, formara um Estado árabe sob seu comando. Em 622, conquistara Iatrib (Medina), passando na espada os judeus da cidade. Em 630 retomara Meca, de onde fora expulso por suas ideias monoteístas. E morrera em 632. Seis anos mais tarde, seu sucessor Omar entrava em Jerusalém. Um século mais tarde, o Islã já estendia seus domínios sobre a Pérsia, a Palestina, boa parte do Império Bizantino, o norte da África, a Península Ibérica e atacava a Europa por vários flancos. É possível mencionar as Cruzadas, com seus episódios grotescos, e nada contar sobre isso?
Mas as coisas não pararam aí. Quando o Papa Urbano II, no concílio de Clermont-Ferrand (1095) convocou a Primeira Cruzada, Jerusalém havia sido tomada pelos otomanos, que instalaram um regime de intolerância à presença dos cristãos, até então respeitada nos termos ajustados com Bizâncio durante a conquista da cidade em 636. Clermont-Ferrand fica próxima ao centro geográfico da França. Pois enquanto ali se realizava o concílio, ainda fumegavam, no centro da atual Espanha, os destroços deixados pela guerra que retomara a região de Toledo para os cristãos e para o reino de Castela. Os muçulmanos estavam ali havia três séculos e levariam outros 400 anos para abandonar toda a península. Mas disso, nas aulas de história, fala-se pouco, muito pouco, quase nada. E quando se menciona a Tomada de Constantinopla, em 1453, o assunto é tratado como fato isolado, perfeitamente normal, e não como um ato de suprema violência e ganância imperial, geradora de um massacre que durou três dias e três noites, que coroou investidas iniciadas 800 anos antes e que encerrou mil anos de esplendor cristão naquela que foi a mais impressionante cidade de seu tempo! E nada, absolutamente nada se diz sobre o fato de que esse expansionismo, ainda insatisfeito, prosseguiu na direção oeste, sob o mesmo impulso, até a derrota final dos otomanos, diante dos muros de Viena, na batalha de 1683. Mas insistentes, violentas, conquistadoras e descabidas foram as Cruzadas...
Agora me responda o leitor: a derrota do grão-vizir Kara Mustafa Pasha em Viena decretou o fim das guerras santas? Encerravam-se, ali, as campanhas militares empreendidas pelos muitos impérios, dinastias, governos e províncias muçulmanas, ao longo desses mil anos iniciados com a Hégira e a tomada de Iatrib? Não, claro que não! O que são Al Qaeda, Hamas, Hizbolah, Fraternidade Islâmica e o amigo de Lula, Ahmadinejad, se não jihadistas que afirmam seguir as determinações de sua fé? Não eram jihadistas os tresloucados que se arremessaram contra as Torres Gêmeas? E se alguém, leitor, lhe opuser que Jihad, no sentido religioso, é coisa diversa, que designa uma conquista pessoal interior, de natureza espiritual, saiba que isso é sublime e verdadeiro. Como também é verdadeiro, sem ser sublime, que Maomé II estava tão a serviço de sua Jihad em versão violenta quanto quem, hoje, veste um colete de bombas ou faz explodir uma estação de metrô em Londres. "A imensa maioria dos muçulmanos são amantes da paz e vivem sua religiosidade de um modo sereno e harmonioso com as demais crenças e religiões em seu entorno. No entanto, é a pequena minoria violenta que mais uma vez, neste momento, se expressa de modo assustador nas páginas da história" (Grifo nosso).
Escrevo todas estas linhas, bem além do habitual nestes textos semanais, para destapar a imensa fraude praticada por tantos professores de história. Para desmerecer o Cristianismo e a Igreja, eles se fixam nos episódios das Cruzadas, como algo sem causa e com as terríveis consequências que apontam. Algumas aulas mais tarde, porém, tratam da Tomada de Constantinopla como fato isolado, sem origem que mereça menção e tendo como consequência as Grandes Navegações. Convenhamos!
Nota do autor: esta é a mensagem que estou enviando à jovem estudante mencionada nas primeiras linhas deste texto.


E QUANTO AOS MORTOS EM REVOLUÇÕES?


Vejamos alguns exemplos:

Site traz lista de guilhotinados na Revolução Francesa


“Você tem um ancestral decapitado durante a Revolução?”, é a pergunta feita na página de abertura do site Les Guillotinés (“Os Guilhotinados”), que reúne nomes de cerca de 18 mil vítimas desse período da História da França, que durou dez anos.
Para cada pessoa, é possível identificar o motivo preciso da condenação, como por exemplo, “conspirador”, “insubmisso”, “declarou esperar a volta do Antigo Regime”, “traidor da pátria” e “líder de agrupamentos”.
O site, criado por Raymond Combes, um técnico em informática, também permite constatar que não foram apenas os nobres que morreram na guilhotina, contrariamente à idéia normalmente mais difundida sobre o período.
Uma das pessoas mais famosas que morreram guilhotinadas é a rainha Maria Antonieta, morta em 1793 na Praça da Concórdia, em Paris.
Mas camponeses e operários, acusados de serem contra-revolucionários, também foram decapitados, e seus nomes podem ser localizados no site Les Guillotinés, o que vem despertando a curiosidade de muitos franceses em relação aos seus antepassados.


De acordo com o historiador Jean-Louis Beaucarnot, especialista em genealogia, cerca de 5 milhões de franceses teriam um ascendente que morreu guilhotinado durante a Revolução Francesa.
A guilhotina foi inventada pelo médico francês Joseph Ignace Guillotin para executar a pena capital. Ele esperava que o aparelho permitisse execuções menos dolorosas e “mais humanas”.
As informações reunidas no site “Os Guilhotinados” são baseadas em inúmeros livros, além de documentos realizados por ocasião do bicentenário da Revolução Francesa, em 1989, e ainda informações obtidas em diferentes regiões francesas.
O criador do site afirma que muitos nomes de pessoas guilhotinadas nunca haviam sido registrados em documentos oficiais.
Combes diz que somente acrescenta nomes na lista de decapitados se existem documentos para comprovar a autenticidade dos fatos.
O site também fornece informações históricas detalhadas sobre os dez anos da Revolução Francesa, de 1789 a 1799, quando Napoleão Bonaparte assumiu o poder após um golpe de Estado.

O comunismo matou 100 milhões de seres humanos! Por que a foice e o martelo ainda não foram proibidas?


Esta página é um resumo do artigo “o livro negro do comunismo”, de Roberto Campos. O artigo esclarece a violência do comunismo no mundo. Esclarece também os motivos do regime militar (“anos de chumbo”) ocorrido no Brasil e em outros países do Terceiro Mundo na época da Guerra Fria. O artigo original, de Roberto Campos, publicado pela Folha de S. Paulo em 19/04/98, começa assim:


Ao contrário das ditaduras latino-americanas, a violência comunista se tornou um instrumento político-ideológico fazendo parte da rotina de governo. Essa sistematização do terror não é rara na história humana, temos exemplos na Revolução Francesa do século XVIII; no extermínio de judeus pelos nazistas.



De acordo com "Le livre noir du communisme" o comunismo superou todos esses casos e foi sem dúvida o experimento mais sangrento de toda a história humana.

O comunismo produziu quase 100 milhões de vítimas, em vários continentes, raças e culturas, indicando que a violência comunista não foi mera aberração da psique eslava, mas, sim, algo diabolicamente inerente à engenharia social marxista, que, querendo reformar o homem pela força, transforma os dissidentes primeiro em inimigos e, depois, em vítimas.



Os números do comunismo estão assim classificados por ordem de grandeza: China (65 milhões de mortos); União Soviética (20 milhões); Coréia do Norte (2 milhões); Camboja (2 milhões); África (1,7 milhão, distribuído entre Etiópia, Angola e Moçambique); Afeganistão (1,5 milhão); Vietnã (1 milhão); Leste Europeu (1 milhão); América Latina (150 mil entre Cuba, Nicarágua e Peru); movimento comunista internacional e partidos comunistas no poder (10 mil).

O comunismo fabricou três dos maiores carniceiros da espécie humana - Lênin, Stálin e Mao Tse-tung. Lênin foi o iniciador do terror soviético. Enquanto os czares russos em quase um século (1825 a 1917) executaram 3.747 pessoas, Lênin superou esse recorde em apenas quatro meses, após a revolução de outubro de 1917.

Fidel Castro é o campeão absoluto da "exclusão social", pois 2,2 milhões de pessoas, 20% da população de Cuba, tiveram que fugir durante o regime comunista. Fidel criou uma nova espécie de refugiado, os "balseros", (fugiam de Cuba em balsas improvisadas), milhares dos quais naufragaram antes de alcançarem a liberdade.

A Guerra Fria alcançou seu apogeu nos anos 60 e 70. Nessa época alguns países do Terceiro Mundo deram início aos “anos de chumbo” (ditadura militar) para não caírem nas mãos dos comunistas. Houve intervenções militares no Brasil e na Bolívia em 1964, na Argentina em 1966, no Peru em 1968, no Equador em 1972, e no Uruguai em 1973.

Fenômeno idêntico ocorreu em outros continentes. Os militares coreanos subiram ao governo em 1961 e adquiriram poderes ditatoriais em 1973. Houve golpes militares na Indonésia em 1965, na Grécia em 1967 e, nesse mesmo ano, o presidente Marcos impunha a lei marcial nas Filipinas, e Indira Gandhi declarava um "regime de emergência". Em Taiwan e Cingapura houve autoritarismo civil sob um partido dominante, como medida preventiva.

Por mais lamentáveis que sejam, as violências e torturas denunciadas no Brasil, no período da ditadura militar, tornam-se insignificantes perto das brutalidades do comunismo cubano, minudenciadas no "Livre noir".

"O regime comunista de Fidel Castro fuzilou entre 15 mil e 17 mil pessoas (sendo 10 mil só na década de 60), o número de mortos e desaparecidos no Brasil, entre 1964 e 1979, seria em torno de 288 segundo a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal; e de 224 casos comprovados segundo a Comissão de Mortos e Desaparecidos do Ministério da Justiça. Portanto, os males causados pela ditadura militar brasileira perdem de longe para os males causados pelo “socialismo real” cubano".

Em 1978, quando em nosso Congresso já se discutia a "Lei da Anistia", havia em Cuba entre 15 mil e 20 mil prisioneiros políticos, número que declinou para cerca de 12 mil em 1986. Em 1997, 38 anos depois da Revolução, ainda havia, segundo a Anistia Internacional, entre 980 e 2.500 prisioneiros políticos na ilha. Em matéria de prisões e torturas, a tecnologia cubana era altamente sofisticada, havendo, inclusive, tortura "merdácea", pela imersão de prisioneiros na merda.

Não houve prisões brasileiras comparáveis a La Cabaña (onde ainda em 1982 houve 100 fuzilamentos). Estranhamente, artistas e intelectuais que denunciavam a tortura brasileira, visitam Cuba e chegam a tecer homenagens a Fidel e a seu algoz-adjunto, Che Guevara.

Causa-me infinda perplexidade a "angelização" de Fidel e a "satanização" de Pinochet por parte de algumas pessoas. Pinochet foi ditador por 17 anos; Fidel está no poder há 39 anos. Pinochet promoveu a abertura econômica e iniciou a redemocratização do país, retirando-se após ser derrotado em plebiscito e em eleições democráticas como senador vitalício. Fidel Castro considera uma obscenidade a alternância no poder, preferindo submeter a nação cubana à miséria e à fome, para se manter ditador. Pinochet deixou a economia chilena numa trajetória de crescimento sustentado de 6,5% ao ano. Em termos de violência, o número de mortos e desaparecidos no Chile foi estimado em 3.000, enquanto Fidel fuzilou 17 mil!

Em suma, Pinochet submeteu-se à democracia e tem bom senso em economia. Fidel é um PhD em tirania e um analfabeto em economia. O "Livre noir" nos dá uma idéia da bestialidade de que escapamos se triunfassem, no Brasil, os radicais de esquerda. Lembremo-nos que, em 1963, Luiz Carlos Prestes declarava que: "nós, os comunistas, já estamos no governo, mas não ainda no poder".

Parece-me ingenuidade histórica imaginar que, na ausência da revolução militar de 1964, o Brasil manteria sua normalidade democrática. A verdade é que Jango Goulart não planejara sua sucessão, gerando suspeitas de continuísmo. E estava exposto a ventos de radicalização de duas origens: a radicalização sindical, que levaria à hiperinflação, e a radicalização ideológica, pregada por Brizola e Arraes, que podia resultar em guerra civil.

É sumamente melancólico - porém não irrealista - admitir-se que, nos anos 60, este grande país não tinha senão duas miseráveis opções: "anos de chumbo" ou "rios de sangue"...

Os humanos se envolvem em disputas territoriais desde a Idade da Pedra, é verdade, mas a melhora tecnológica das “máquinas de matar” ao longo do último milênio fez com que os conflitos fizessem muito mais vítimas fatais em menos tempo – inclusive gente que não tinha nada a ver com a briga. Nesta lista, confira as guerras, revoltas e rebeliões que mais dizimaram vidas ao longo da história.

 12 – Guerra dos Trinta Anos
Onde: Império Romano (Ásia, Europa e um pedacinho da África)

Quando: de 1618 a 1648

Número estimado de mortos: 3.000.000 a 11.500.000 pessoas
Esta versão “de bolso” de uma Guerra Mundial começou como um conflito religioso e foi tomando feições mais complexas até ninguém saber mais por que estava brigando. Muitos dos exércitos tinham mercenários em suas frentes de batalha, que trocavam de lado sempre que a oportunidade parecia interessante.

11 – Guerras Napoleônicas

Onde: Europa e ilhas nos oceanos Pacífico, Atlântico e Índico

Quando: de 1804 a 1815
Número estimado de mortos: 3.500.000 a 6.500.000 pessoas
O francês Napoleão Bonaparte estava bombando nas conquistas de territórios na Europa, mas não deu conta de lutar no inverno russo – muitos soldados viraram picolé e outra boa parte morreu de fome. A estratégia russa era queimar as cidades pelas quais o exército invasor iria passar para evitar que fossem saqueadas e fornecessem recursos aos inimigos.

10 – Segunda Guerra do Congo

Onde: República Democrática do Congo, África

Quando: de 1998 a 2003
Número estimado de mortos: 3.800.000 a 5.400.000 pessoas
Este é o conflito mais recente da lista. A Guerra acabou em um acordo entre as partes, mas a população sofre com as consequências até hoje. Em 2004cerca de 1.000 pessoas morreram diariamente de desnutrição e doenças que seriam facilmente tratáveis se a região não estivesse tão debilitada.

9 – Guerra Civil Russa

Onde: Rússia

Quando: de 1917 a 1921
Número estimado de mortos: 5.000.000 a 9.000.000 pessoas
Ainda que se diga que a este conflito acabou em 1921, a verdade é que ele se prolongou por mais dois anos. O objetivo da revolta era acabar com a monarquia, mas os grupos envolvidos divergiam sobre que forma de governo seria implantada com o fim dos czares. Levou a melhor o pessoal do partido bolchevique, que estabeleceu o primeiro governo inspirado no socialismo de Karl Marx.

8 – Revolta Dungan

Onde: China

Quando: de 1862 a 1877
Número estimado de mortos: 8.000.000 a 12.000.000 pessoas
Os chineses da etnia Dugan (também chamada de Hui, de origem persa) se revoltaram e foram derrotados – os que sobraram desse conflito foram para territórios que hoje são parte da Rússia, Cazaquistão e Quirguistão.

7 – Investidas de Tamerlão

Onde: Ásia

Quando: de 1369 a 1405
Número estimado de mortos: 15.000.000 a 20.000.000 pessoas
Não se conquista um território sem matar umas pessoas, não é mesmo? Tamerlão e seus exércitos dizimaram muita gente na Ásia para expandir o Império Timúrida, que chegou a ter mais de 5,5 milhões de quilômetros quadrados. Saiba mais sobre Tamerlão e outros grandes conquistadores neste infográfico.

6 – Primeira Guerra Mundial

Onde: Todos os continentes – nem todos foram atacados, mas países de todos os continentes tomaram parte (e morreram) nesta guerra.

Quando: de 1914 a 1918
Número estimado de mortos: 15.000.000 a 65.000.000 pessoas
A estimativa mais alta de mortos (65 milhões) contabiliza as pessoas que pereceram da Gripe Espanhola, uma variação do vírus H1N1 (que no século XXI conhecemos como Gripe Suína). A Gripe Espanhola se espalhou generalizadamente pelo mundo no começo do século XX e a epidemia “pegou carona” na 1ª Guerra.



5 – Rebelião Taiping

Onde: China

Quando: de 1815 a 1864
Número estimado de mortos: 20.000.000 a 60.000.000 pessoas
Esta “rebelião” foi na verdade uma grande guerra civil no sul da China, liderada por um cristão, Hong Xiuquan, que dizia ser o irmão mais  novo de Jesus Cristo (pois é…).

4 – Disputa entre a dinastia Ming e Qing

Onde: China

Quando: de 1616 a 1662
Número estimado de mortos: 25.000.000 pessoas
Os Qing vieram do nordeste da Grande Muralha da China e eram vassalos dos governantes da dinastia Ming (aquela dos famosos vasos de porcelana). Houve uma revolta de camponeses que depôs os Ming e criou a Dinastia Shun – só que ela não durou muito tempo: os Qing dominaram a capital Beijing e assumiram o poder dizendo que estavam restabelecendo a “ordem imperial”. Mas na verdade eles estavam era pegando o poder pra eles mesmos.

3 – Investidas Mongóis

Onde: Ásia e leste europeu

Quando: de 1207 a 1472
Número estimado de mortos: 30.000.000 a 60.000.000 pessoas
Foram 265 anos de invasões empreendidas pelo povo mongol por toda a Ásia e parte da Europa. Haja fôlego para tanta briga! A recompensa: um império de mais de 12 milhões de quilômetros quadrados.

2 – Rebelião de An Lushuan

Onde: China

Quando: de 755 a 763
Número estimado de mortos: 33.000.000 a 36.000.000 pessoas
O general An Lushuan, durante a dinastia Tang, resolveu se declarar imperador de uma parte da China, o que não agradou a dinastia que reinava sobre o país. Foram 8 anos de confrontos que continuaram mesmo depois da morte de An Lushuan – e terminaram com a subjugação dos rebeldes e afirmação, mesmo que frágil, da dinastia Tang.

1 – Segunda Guerra Mundial

Onde: Todos os continentes – nem todos foram atacados, mas países de todos os continentes tomaram parte (e morreram) nesta guerra.

Quando: de 1939 a 1945 – 6 anos
Número estimado de mortos: 40.000.000 a 72.000.000 pessoas
Entre as vítimas deste conflito, 62% eram civis – ou seja: pessoas que não tinham nada a ver com a briga além do fato de estarem lá (e, bem, serem judeus, ciganos, homossexuais, terem uma deficiência…). Além das armas de fogo convencionais, nessa guerra rolou gás mostarda, testes com pessoas em campos de concentração e a última novidade do momento: bombas nucleares.
http://super.abril.com.br/multimidia/maiores-conquistadores-terras-636114.shtml


E, A INQUISIÇÃO?
E, O TERRORISMO?
http://oaprendizverde.com.br/2010/12/17/os-maiores-terroristas-do-sec-xx/

CONTINUA...


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Cabeça pra Cima - A origem da vida - Gênesis - 30-12-2015

Minha gratidão a minha esposa que sempre me apoiou e, ao irmão Nilson. 
Minha primeira vez. Muito nervoso.
Bem. Mesmo assim foi ótimo.
Observações importantes: 
1º) A separação feita pela Claudia, entre Ciência e Religião ou Razão e Fé, não existe. Até porque, a crença cega na ciência é o Cientificismo - a Religião dos cientistas ateus. Na verdade, a Ciência Moderna deve seu surgimento a religião, em especial ao Cristianismo. Peter Atkins, ateu e professor de Química da Universidade de Oxford, afirma que: “A ciência, o sistema de crenças muito bem fundamentado em conhecimentos reproduzíveis publicamente compartilhados, emergiu da religião (grifo nosso). À medida que a ciência foi abandonando sua crisálida para transformar-se na borboleta de hoje, ela conquistou todo terreno”. IDEM, P.11
“A existência de um limite para a ciência, porém, é mostrada claramente por sua incapacidade de responder a elementares perguntas infantis relacionadas a origem e finalidade, tais como: “Como é que tudo começou?; “Para que estamos todos aqui?; “Qual é a razão da vida?”Sir Peter Medawar – Idem, p.43
Acesse texto na íntegra em: www.fidescientia.blogspot.com
coloque na pesquisa "O QUE É CIÊNCIA?" e "CRIAÇÃO OU EVOLUÇÃO".
2º) Que força é essa da Claudia? A força de Star Wars?
Vejam: Uma vez que no início não havia nada, nem mesmo essa "força", como a mesma poderia atuar se não havia nada???



quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

DETRANs: PARASITAS DO CIDADÃO




Em 08 Dez 2015, fui obrigado a entregar minha CNH no Detran. Caçaram meu Exercício de Dirigir com base em multas que nunca foram Notificadas e uma multa por dirigir com fones de ouvido ao celular, o que NUNCA FIZ. Recorri 2 vezes, porém, tudo que consegui foi apenas mais Stress e muito aborrecimento com consequente aumento de ódio por este Órgão Corrupto e Podre. 
O CTB, diz que multas não notificadas, devem ser extintas, arquivadas. Em 5 anos, apenas 1 Notificação chegou em minhas mãos. O Processo de Perda do Direito de Dirigir, foi concluído e, mesmo tendo meu email, NÃO ME COMUNICARAM, nem o resultado da Defesa de 1a. Instância e nem a Conclusão do Processo. 
Descobri, ao consultar o site do Detran. 
Um motorista na Unidade Detran onde entreguei a CNH, afirmou que um amigo seu NÃO PRECISOU ENTREGAR, POIS TINHA UM CONHECIDO DENTRO DO DETRAN-RJ. As multas foram anuladas e o infrator tem vida normal.
Seja sincero, você não ficaria aborrecido ao saber disso???
Todos sabem que existe uma Máfia de Corrupção entre Escritórios de Advocacia Especializados em Multas e afins e, ainda, as Auto -Escolas e os Detrans. Mais dinheiro entra com esses cursos de Reciclagem. POR QUE NÃO DENUNCIAM???
Se você já passou ou está passando pela mesma injustiça, peço que faça contato por email: fidessolascriptura@yahoo.com.br 
Coloque no Assunto "INJUSTIÇA DETRAN", para que eu saiba identificar com facilidade. 
Se sabe de algum Blogger ou Sites dedicado ao mesmo problema, peço que me envie os links. Declarei ao funcionário do Detran minha insatisfação e meu nojo e ódio do Detran. 
ESTOU AQUI PARA DECLARAR GUERRA A ELES. NÃO VOU FUNDAR SITE, BLOGGER OU ONG, COM INTUITO DE MORALIZAR UM ÓRGÃO PODRE NAS, QUERO ME UNIR A QUEM JÁ ESTÁ NESSA BATALHA. PEÇO SUA AJUDA.
GRATO.
Obs: Ao fazer a entrega da CNH, a funcionária do Detran afirmou que havia vagas para fazer "fichamento dos bandidos infratores" - ela não usou essa expressão, é claro -, na sexta-feira da mesma semana. A entrega foi numa terça-feira. Infelizmente, a Reciclagem que deveria levar 30 dias, levará, no mínimo, 2 meses. Por que??? Simples: A BUROCRACIA DO DETRAN NÃO PERMITE RESOLVER O PROBLEMA DE FORMA ÁGIL. São 5 dias úteis para entrar no sistema, o Duda pago. Liguei no 6º dia. O funcionário informou só ter vaga para fazer o "Fichamento do Bandido", em 04 de Jan/16. Informei o que disse a funcionária da unidade onde entreguei a CNH. Que lá sempre tem vaga. Que as funcionárias estavam "Coçando o saco". Ninguém faziam nada. Não adiantou, é claro.


Detran-RJ é processado por má prestação de serviço

Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj entrou com ação civil pública por entender que cidadão não recebe por serviços que paga



RIO — A Comissão de Defesa do Consumidor (Codecon) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) entrou com uma ação civil pública contra o Detran-RJ, com pedido de antecipação de tutela, devido à má prestação de serviço do órgão. Segundo a Codecon, 90% das 193 reclamações registradas, de janeiro a agosto deste ano, são relativas à demora no agendamento e/ou filas nos postos de atendimento. Nas cartas enviadas à Defesa do Consumidor do GLOBO, entre setembro de 2012 e agosto deste ano, há 276 menções ao Detran. Mas, na avaliação do presidente da Codecon, deputado Luiz Martins (PDT), o número de queixas à comissão é uma pequena amostra da insatisfação da população fluminense com o serviço do órgão.
— A maioria não se dá conta de que pode reclamar de um órgão público e não registra queixa na comissão. Para entrar com a ação, mais do que as reclamações à Codecon, nós nos baseamos na realidade, mostrada inclusive pela imprensa. Na última sexta-feira, às 21h, tinha fila para vistoria em Nova Iguaçu. O mesmo cenário se repetiu no sábado, às 18h. O pior é que o cidadão não consegue fazer vistoria e, se é pego em uma blitz, tem o carro rebocado e passa por constrangimento — diz o deputado.
Há dois anos, o servidor da Justiça Carlos Vitorino, de 56 anos, morador de São Gonçalo, viu-se como protagonista de uma situação digna do clássico “O processo”, de Franz Kafka. Ele foi 16 vezes a postos do Detran para conseguir licenciar um Fusca de estimação, bege, ano 67, que costuma levar para exposições. E, por motivos diferentes, que quase nunca compreendia, não lhe entregavam o documento. Quase foi à loucura. O périplo incluiu os postos de Magé, Itaboraí, da Santa Luzia e da sede do órgão, na Avenida Presidente Vargas. Mas, mesmo suando a camisa e fazendo viagens quase diárias de 50 quilômetros, só obteve o documento depois de entrar na Justiça. Uma decisão da 13ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça garantiu o licenciamento que lhe era negado pelo órgão. Além de uma indenização de R$ 8 mil por danos morais, que ainda não foi paga porque a Procuradoria do estado está recorrendo no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
— Eles ficavam inventando coisas para não me entregar o documento. Pura patifaria do Detran. Um dia quase perdi a cabeça no posto de Magé. Eu me sentia como um cachorro correndo atrás do próprio rabo. E estava com tudo certinho, até nota fiscal de motor, já que meu carro é de exposição, inteiraço. Cheguei a pensar em tentar o licenciamento fora do estado. Quando vejo um carro passar com placa do Espírito Santo ou Minas Gerais, chego a ficar com água na boca de inveja — conta Vitorino, que, nas idas e vindas aos postos, fez pelo menos cinco vistorias num mesmo ano, um recorde. — Várias vezes, tive de entrar na fila para a vistoria. E, por incrível que pareça, quando fui com a decisão judicial para finalmente pegar o documento, acompanhado do meu advogado, eles me fizeram voltar em casa para pegar o carro. Fiquei louco.
Destino parecido temia a psicóloga aposentada Vera Maria Cardoso, 70 anos, moradora do Grajaú, que levou duas semanas insistindo por telefone e internet para agendar a vistoria perto de casa:
— Há mais de 20 anos, faço vistoria no posto de Vila Isabel, que é perto de casa. Este ano, me deram sete opções de locais, todos na Baixada Fluminense. Sou idosa, não queria ir tão longe. Liguei diversas vezes, mas só me atendiam depois de muita espera, ouvindo aquela musiquinha. O Detran precisa rever essas condições.

Questão de controle social, diz especialista
Na ação, a Codecon solicita decisão liminar, ou seja, que seja garantido de imediato ao consumidor o agendamento de serviços prestados pelo Detran, por internet ou telefone, em prazo máximo de 30 dias, em local e horário a ser escolhido pelo cidadão; a disponibilização de pessoal suficiente para prestar o serviço; e o estabelecimento de prazos para atendimento de 20 minutos em dias normais e 30 minutos em véspera ou após feriados prolongados. A tutela antecipada ainda requer atendimento prioritário a idosos, gestantes e pessoas com necessidades especiais, além de melhora na estrutura física dos postos. Outro pedido é a criação de um número gratuito de 0800 para que os usuários possam agendar os serviços com o Detran. A ação pede à Justiça que, em caso de uma decisão favorável, o órgão pague multa diária de R$ 50 mil se descumprir a sentença.
Ricardo Morishita, professor de Direito do Consumidor da FGV-Direito Rio, ex-diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, ressalta que todo prestador de serviço, seja público ou privado, tem que garantir qualidade e eficiência:
— E essa obrigação pode vir tanto do Código de Defesa do Consumidor (CDC) como da própria Constituição, que estabelece a responsabilidade objetiva do poder público. O importante é que haja um controle da sociedade. E hoje observamos uma consciência cada vez maior dos cidadãos de quanto um serviço pode e deve ser adequado. Não estamos falando em luxo, mas em eficiência e qualidade.
Em nota, o Detran informa que não foi citado para responder a ação judicial. Em resposta a denúncias feitas na série de reportagens do GLOBO “Em ponto morto”, o órgão afirma que o prazo máximo entre o período de agendamento e a realização dos serviços, atualmente, não ultrapassa 23 dias na capital e 21 no interior. Alega que “o aumento momentâneo da espera foi devido aos feriados da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e a algumas paralisações dos sistemas do Serpro.” Ainda de acordo com Detran, o intervalo máximo de 11 dias na prestação dos serviços deverá ocorrer no fim de setembro ou no início de outubro. O órgão observa também que presta serviços de diferentes complexidades, o que impede a comparação entre os prazos.
O Detran informa que os moradores do interior têm com um número de atendimento gratuito (800 020 4040) e que está em fase final de implantação uma central semelhante para todo o estado (154). E ressalta que no edifício-sede, no Centro, há uma unidade exclusiva para idosos, gestantes e pessoas com necessidades especiais.
Um histórico de maus serviços prestados
No fim de agosto, O GLOBO esmiuçou os problemas do Detran na série “Em ponto morto”. Uma das reportagens mostrava as dificuldades de se marcar a vistoria anual, que é obrigatória. Além da falta de horários disponíveis — há quem leve 20 dias apenas para conseguir marcar uma data —, os postos de vistoria estão em estado deplorável, com equipamentos quebrados e um sistema que frequentemente sai do ar, impedindo a emissão de documentos. No Detran do Catete, há inclusive um cartaz avisando que, no caso do primeiro licenciamento, os parafusos não são fornecidos e devem ser levados pelos motoristas.
A penúria dos postos contrasta com um aumento de 63% na arrecadação do órgão entre 2009 e 2012, de R$ 652 milhões para R$ 1,064 bilhão. O Detran aplica uma fatia ínfima de seu orçamento na modernização dos postos. Em 2013, de um orçamento de R$ 1,085 bilhão, apenas R$ 12 milhões serão destinados aos postos, ou 1,12%. Deste valor, até agosto, só haviam sido investidos R$ 4 milhões. Fora da capital também impera o improviso, como em Saquarema, onde a vistoria é feita por um Detran itinerante, ou em São Gonçalo, onde, em frente ao posto, alugam-se estepe e extintor para a realização de vistorias.

Denúncia liga deputado à corrupção no Detran

Coronel Jairo indicou genro, que levou parentes para postos estratégicos usados no esquema

JOÃO ANTONIO BARROS E LUISA BUSTAMANTE
Rio - A teia do crime. A Justiça do Rio de Janeiro tem em mãos evidências do gerenciamento político de um dos maiores esquemas de corrupção descobertos no Detran. Gravações telefônicas e depoimentos à 1ª Vara Criminal de Santa Cruz ligam o deputado estadual Coronel Jairo (PMDB) à quadrilha que movimentava R$ 2 milhões por mês na legalização de carros irregulares. O grupo tinha 181 pessoas — funcionários do departamento de trânsito, despachantes e policiais.
Presa na Operação Cruzamento, há dois meses, uma ex-funcionária, com 13 anos de serviço no Posto do Detran de Campo Grande, contou à juíza Regina Célia Moraes de Freitas como a quadrilha agia e qual era o papel de cada um no esquema. O grupo, segundo a testemunha, foi indicado pelo deputado Coronel Jairo — chamado de “o dono do Detran de Campo Grande” — para trabalhar na empresa Facility — responsável pelo recrutamento dos funcionários tercerizados do posto. 




Material apreendido na Operação Cruzamento, no dia 18 de novembro, para prender acusados de envolvimento em fraudes no Detran
Foto:  Carlos Moraes / Agência O Dia

Entre os 22 empregados do Detran de Campo Grande que, segundo a testemunha, “indicados” pelo deputado, quatro são parentes de Hélio Oliveira, genro do parlamentar: os irmãos Sandro e Alexandre Afonso, a cunhada Glauciele Paes e o “compadre” Fagner Gomes.
O quarteto era encarregado por cobrar as propinas. Sandro e Fagner coordenavam os turnos da manhã e da tarde e exigiam diária de R$ 50 de cada vistoriador. A caixinha era uma espécie de pedágio para trabalhar nos guichês onde passavam táxis, vans e carros alugados — classificados como os mais fáceis de ter irregularidades e candidatos a pagar boas propinas pela vista grossa. Os funcionários que se recusavam a arrecadar dinheiro — para não atrapalhar a quadrilha — iam para guichês de emplacamento, com baixa possibilidade de irregularidade.
O esquema era suprevisionado pelo chefe do posto, Flávio Tomelin, outra indicação do Coronel Jairo. De acordo com a testemunha, o deputado passou a “controlar” o Detran de Campo Grande em 2008, após a prisão dos irmãos Jerominho e Natalino Guimarães, por ligações com a milícia.




Coronel Jairo indicou o genro Hélio de Oliveira, entre outros, no Detran de Campo Grande. Hélio, em posto estratégico, colocou dois irmãos e uma cunhada no esquema
Foto:  Reprodução

Propina usada em campanha
Parte do dinheiro arrecadado com as propinas era destinada à campanha política. Em depoimento na 1ª Vara Criminal de Santa Cruz, a ex-funcionária do Detran garante que é comum em todos os postos do Detran do Rio recolher dinheiro para ajudar políticos encarregados da nomeação. Sustentou, inclusive, que em 2012 a candidatura do vereador Jairinho (filho do Coronel Jairo) recebeu ajuda financeira e apoio logístico dos envolvidos no esquema. 
A testemunha descreve as reuniões organizadas às vésperas da eleição pelo diretor do posto, Flávio Tomelin, para, segundo ela, obrigar os funcionários a conseguir votos de parentes e amigos para o candidato Jairinho. Sem contar a entrega de fichas com dados pessoais e idas a comitês de campanha de Jairinho em Campo Grande e Bangu. O elo entre o deputado e Jairinho com o posto do Detran era feito por Hélio Oliveira. Segundo a testemunha, era ele quem comandava os comitês eleitorais.




Sandro e Alexandre Afonso (em cima) são irmãos de Hélio de Oliveira. Fagner Gomes é compadre de Grauciele Paes, cunhada de Hélio
Foto:  Reprodução

Entrevista com Coronel Jairo - 'O governo pede que indique'
O DIA - O senhor colocou pessoas no Detran de Campo Grande?
Não é verdade. Essas pessoas não são nomeadas pelo político. Como é que funciona isso? O governo pede que indique pessoas para fazer curso lá. Eu não nomeio ninguém, o deputado não tem força para nomear. Isso é feito pelo governo, o governo faz um curso lá. Tanto é verdade que a gente manda lá pro governo o nome de 100, 200 pessoas, e só umas 20 é que é (sic) aprovada. Não é nem o deputado que nomeia. O deputado Iranildo (Campos) estava até falando isso: “eu indiquei para o governo uns 100, só botaram 20”. Então, se fosse a gente que nomeasse, todo mundo que a gente mandasse tinha que ser nomeado, né? Não é o caso.
O processo diz que o chefe do posto, Flavio Tomelin teria sido indicado pelo senhor.
Pois é, não pode ser indicado por mim. Ele é orientado para que procure o Detran, é uma pessoa. Quando a gente é aliado do Governo, ele é orientado para que vá lá, mas quem nomeia é o governo, é o Detran.
O senhor sabe que foi citado na investigação?
Foi uma menina. Agora pega lá e vê se tem alguma coisa. Fala de um deputado, sem falar... Agora vê se tem alguma coisa lá, vê se tem alguma ligação minha lá... porque eles fizeram escuta, né? Mas a verdade é que eu nem fui chamado, ninguém me chamou, o Hélio também ninguém chamou.
Além do Hélio, seu genro, o senhor conhece os outros envolvidos? E o Sandro e o Alexandre?
São irmãos dele. Não tem nada a ver, e também já está todo mundo solto. O negócio era tão grave que já está todo mundo solto (ironiza).
Eles trabalham no Detran?
O Sandro é despachante, nunca trabalhou no Detran. O outro trabalhou, mas o Sandro nunca trabalhou não, era despachante, não tem vínculo nenhum com o Detran. Assim como o Hélio também não tem vínculo nenhum com isso.
A juíza fala que há evidência do envolvimento do senhor...
O desembargador lá não concordou com isso não, nem o promotor que está à frente dos trabalhos.
A testemunha revela que o senhor era o “dono” do Detran.
Ela, desesperada lá, falou um montão de bobagem. O que é que a gente vai fazer, né? Eu estou te dizendo a expressão da verdade. Os próprios meninos que foram presos, muitos deles eu nem conheço.
À espera do procurador
O processo que apura a máfia no Detran foi enviado pela juíza Regina Freitas, de Santa Cruz, ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça — justamente por envolver um parlamentar com direito a foro privilegiado. Ele aguarda, há duas semanas, o parecer do procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira.
Na decisão, a juíza diz que na investigação fica ‘evidenciada a participação no esquema do deputado estadual Coronel Jairo’, que o depoimento da testemunha corrobora as transcrições telefônicas e os ‘demais elementos encontrados nos autos’. A testemunha ganhou direito a delação premiada.

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