Anthony Comstock: o primeiro ativista pró-vida da história moderna
Pioneiro na luta contra o aborto e em iniciativas para pressionar o Congresso e os políticos a proteger as famílias e suas crianças e adolescentes
Julio Severo
Apresentar
filmes e materiais pornográficos para crianças e adolescentes sob a
capa de “educação sexual”, mostrando cenas e posições explícitas de
sexo, inclusive homossexual. Expor crianças e adolescentes a métodos
chamados de “planejamento familiar”, inclusive aborto, para impedir a
gravidez como se a gravidez fosse uma doença sexualmente transmissível.
Esse, infelizmente, é o padrão de violência criminosa que predomina nas
escolas e na sociedade quando os pervertidos não são impedidos de mudar
as leis e a cultura.
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| Anthony Comstock |
Hoje
a Federação Internacional de Planejamento Familiar é a maior promotora
mundial de contracepção, aborto e educação sexual pornográfica nas
escolas.
De acordo com Sanger, o controle da natalidade
Destruiria o Cristianismo.
Exterminaria a raça negra.
Purificaria a raça branca.
Promoveria o aborto como direito humano das mulheres.
A
violência sexual oficialmente travestida de educação para crianças e
adolescentes hoje é algo criminoso, e é assim que Anthony Comstock a
encarava. Desde o final da década de 1860, seu alvo de ação era o
combate às propagandas de pornografia, aborto e controle da natalidade.
Nascido em 1844 em Connecticut numa cidade chamada Nova Canaã, desde
menino ele adorava ler a Bíblia e era um evangélico que não praticava o
Cristianismo apenas dentro da igreja. Ele acabou se tornando um obreiro
ativo na Associação Cristã de Moços (ACM) de Nova Iorque. A ACM era uma
organização evangélica muito conhecida, onde até mesmo o famoso pregador
D.L. Moody era membro ativo.
Nessa
época, a ACM fundou a Sociedade para a Eliminação dos Vícios para
avançar o trabalho de Comstock, onde ele atuou como secretário até sua
morte.
Ele
lutava contra os vícios sociais fazendo pressão sobre os legisladores.
Ele viajava para Washington DC e convencia os congressistas da
necessidade de leis para proteger as famílias e suas crianças e
adolescentes contra a pornografia. Tais iniciativas pioneiras foram as
primeiras demonstrações de lobby pró-família, ou campanhas para
pressionar e influenciar os legisladores a priorizarem o bem-estar das
famílias.
Suas
pressões sobre o Congresso foram vitoriosas e levaram em 1873 ao
estabelecimento de uma forte lei federal proibindo o transporte de
produtos obscenos, imorais ou lascivos no correio. A lei, que
estabelecia até 10 anos de cadeia para os infratores, acabou ficando
conhecida como Lei Comstock.
Para
implementar a lei, Comstock foi oficialmente nomeado como Agente
Especial do Departamento dos Correios dos EUA, com amplos poderes do
governo para deter a pornografia. De 1873 a 1915, ele conduziu batidas
policiais espetaculares em publicadores e vendedores de literatura
obscena.
Num
só ano, mais de 6 toneladas de chapas fotográficas pornográficas, mais
de 60 toneladas de livros pornográficos, 200.000 fotografias e imagens,
31.500 caixas de pílulas e poções e 60.300 artigos obscenos foram
destruídos. Esse resultado não veio ao acaso: Comstock levava sua
carreira e responsabilidades muito a sério.
A
Lei Comstock ainda está em vigor nas leis federais americanas que
proíbem a obscenidade, e hoje é usada principalmente para combater
vigorosamente a pornografia infantil na internet e impressa. Assim, toda
a repressão moderna à exploração pornográfica das crianças está montada
nos esforços pioneiros de um evangélico atuante. Mas depois da morte de
Comstock em 1915, sua lei começou a ceder aos ataques sistemáticos de
Sanger, pois não havia ninguém que pudesse ou quisesse ocupar o lugar de
Comstock.
Mesmo
assim, o Rev. Billy Sunday (1862-1935), provavelmente o maior pregador
de multidões antes de Billy Graham, condenava a venda de bebidas
alcoólicas, a pornografia, o controle da natalidade e outros males
sociais. De orientação presbiteriana, ele denunciou Sanger e sua
ideologia até seus últimos dias. Entre os católicos, as denúncias vieram
do Pe. John Ryan, na década de 1930. Não muito diferente de Sunday,
Comstock via as bebidas alcoólicas como nocivas. Por coincidência,
Sanger morreu alcoólatra em 1966.
Anthony
Comstock realizou grandes proezas legais de proteção às famílias e
enfrentou, em sua própria geração, muitos ativistas do aborto e da
pornografia. Mas durante sua existência, quem prevaleceu foi ele.
No
começo de 1915, Woodrow Wilson, o presidente dos EUA, nomeou Comstock
para liderar a delegação americana na Conferência Internacional da
Pureza, realizada naquele ano na cidade de São Francisco. Conforme
admite o historiador Paul Boyer, dos 4.000 delegados presentes,
“provavelmente todos tinham a mesma posição dele”. Após esse evento que
coroou internacionalmente todo o seu trabalho, ele partiu deste mundo.
Comstock
foi vitorioso. Entre 1873 e 1877, ele “provavelmente levou a julgamento
mais aborteiros… do que qualquer outra pessoa na história dos Estados
Unidos”. Depois de seus primeiros cinco anos de ações agressivas, “os
anúncios comerciais de aborto diminuíram de forma radical em todas as
partes dos EUA”. Aliás, o historiador James Mohr conclui que por causa
do trabalho de Comstock, “o período de visibilidade comercial do aborto,
que havia durado desde a década de 1840, estava acabado”. (Carlson)
Outra
historiadora da questão do aborto, Leslie Reagan, conclui que o aborto
ficou totalmente fora da pauta das igrejas americanas até o final da
década de 1950 simplesmente porque “durante aproximadamente um século
inteiro o aborto era crime e nenhum movimento social sugeria o
contrário”. Essa foi uma das grandes realizações de Comstock. (Carlson)
Como
é que durante quase 100 anos a Lei Comstock fez prevalecer a moralidade
acima da imoralidade? Como é que um homem sozinho consegue num período
longo de quarenta anos amedrontar e derrotar uma multidão de milionários
Golias pornógrafos, espíritas, abortistas e imorais? A vida de Comstock
prova que quem está no Senhor faz proezas.
No
Brasil, Comstock é desconhecido. Mas em 2005, a revista
Superinteressante, que durante muitos anos era publicada pela mesma
editora responsável pela revista Playboy no Brasil, classificou
Comstock como o “mais temível censor da história dos EUA”, ainda usando
como referência o pornógrafo anticristão D. M. Bennett. Do ponto de
vista dos pornógrafos, Comstock era na verdade um terror e o fundador da
Playboy foi provavelmente o maior defensor da liberdade de
expressão. Mas do ponto de vista das famílias e suas crianças, os
esforços de Comstock representavam proteção e justiça.
Enquanto
Comstock lutava contra a pornografia, o aborto e a contracepção, as
igrejas evangélicas estavam florescendo com reavivamentos genuínos.
Durante a imbatível era de Comstock, D.L. Moody foi usado por Deus em grandes reavivamentos,
Billy Sunday iniciou seu ministério que alcançou os EUA de ponta a
ponta e o movimento pentecostal nasceu para mudar a história do
evangelismo mundial.
A
era de Comstock, que foi marcada pelos maiores reavivamentos
pentecostais já vistos, foi uma era em que os EUA eram uma nação
indiscutivelmente e predominantemente evangélica.
De
acordo com a Enciclopédia Britânica de 1911, o cenário religioso dos
EUA em 1890 era: 68% eram protestantes e 30% eram católicos. Mas desde
que a contracepção e o aborto foram totalmente legalizados — a
contracepção no final da década de 1960 e o aborto em 1973 —, o cenário
mudou. De 1972 a 1993, os protestantes constituíam 63% da população dos
EUA. Em 2002, eles eram 52% e pela primeira vez desde a fundação dos
EUA, agora os protestantes são minoria. O sonho de Sanger se tornou
realidade: o controle da natalidade está destruindo o Cristianismo nos
EUA.
Hoje,
com o domínio da pornografia, aborto e contracepção na sociedade
americana, os EUA perderam sua outrora predominância evangélica.
Os
EUA e o mundo precisam de avivamento. E o genuíno avivamento anda junto
com a justiça social, como bem atestam as muitas conquistas sociais de
Comstock.Publicado originalmente no site:
http://juliosevero.blogspot.com.br/2010/05/anthony-comstock-o-primeiro-ativista.html



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