A Virgem de Fátima, a Europa e
os muçulmanos
Seria ela o elo que falta?
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O artigo abaixo foi escrito por Luis Dufaur, escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da Agência Boa Imprensa (Abim). Inicialmente, o texto me chamou a atenção porque trata de um tema atual e preocupante: a islamização da Europa e a extinção do cristianismo no continente. Mas o que me deixou surpreso, mesmo, foi a proposta do arcebispo emérito de Pompeia, Carlo Liberati, para resolver o problema europeu. No ano em que se comemoram os cem anos da aparição de Nossa Senhora de Fátima, esse assunto se torna ainda mais relevante. Leia o texto de Dufaur:
“O monsenhor Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompeia (Itália), condenou incisivamente durante uma palestra a chegada massiva de imigrantes islâmicos à Europa. O arguto prelado identificou a maior culpa pelo drama não nos invasores, mas nos europeus cristãos que lhes abrem não somente os portos e postos de fronteira, mas também as portas da sociedade, produzindo vazios populacionais e de fé que os seguidores do Corão preenchem com o auxílio de líderes religiosos e civis. ‘Em mais dez anos, vamos ficar todos muçulmanos por culpa da nossa estultice. A Itália e a Europa vivem no ateísmo, fazem leis contra Deus e promovem tradições próprias do paganismo’, disse. ‘Toda essa decadência moral e religiosa favorece o Islã’, acrescentou o bispo emérito de Pompeia. ‘Temos uma fé cristã débil. A Igreja não age bem e os seminários estão vazios. Tudo isso pavimenta a estrada para o Islã. Eles têm filhos e nós não. Estamos numa decadência total’, prosseguiu.
“Segundo as estatísticas oficiais, em 1970 só havia dois mil muçulmanos na Itália. Hoje eles são mais de dois milhões. O bispo questionou as ajudas econômicas que organizações eclesiásticas, estatais, europeias e ONGs estão fornecendo aos invasores, enquanto os italianos pobres católicos não são auxiliados. ‘Ajudamos logo os que vêm de fora e esquecemo-nos de muitos anciãos italianos que catam alimento nas lixeiras. Eu, se não fosse sacerdote, estaria protestando nas praças. Como pode ser que tantos imigrantes, em vez de agradecer pela comida que lhes damos, jogam-na na rua e passam horas mexendo em seus celulares e até organizam distúrbios?’, perguntou.
“Em entrevista ao jornal católico online La Fede Quotidiana, Dom Liberati lembrou que o bispo polonês Pieronek também afirma que a ‘Europa corre o risco de ser islamizada’. Qual é então a solução? É uma, aliás, a única. Ela encoleriza os falsos cristãos, mas o arcebispo emérito de Pompeia defendeu-a corajosamente: ‘Para deter o Islã, que é uma ameaça, devemos todos lembrar aquele glorioso espirito de Lepanto e de Viena que nos permitiu salvar o Ocidente pela mediação de Maria e recitação do Rosário. Nós estamos aqui tentando fazer um diálogo impossível e fantasioso com aqueles que querem nos submeter porque nos tratam de infiéis. O Islã se baseia no Corão, que prega a submissão dos infiéis. Eu não quero morrer islâmico e sustento que todos nós deveremos empunhar a espada da fé e da verdade. O Islã é violento porque o Corão é violento; acabemos com a crença de que existe um Islã moderado’, concluiu.”
Percebeu? A solução, segundo o arcebispo, está em clamar pela ajuda de Maria. E os que não concordam com isso ele os chama taxativamente de “falsos cristãos”. Dom Liberati erra em um ponto: se Maria fizer parte da solução, não será preciso combater o Islã.

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