A VERDADE POR TRÁS DO HOMOSSEXUALISMO 3
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Os imperadores romanos eram homossexuais, e um deles em especial, César Augusto, era chamado de homem de todas as mulheres e mulher de todos os homens. Suetônio, comenta sobre Tibério sendo mordido por meninos ao nadar, e o travestismo, incesto e cópula de Calígula e Nero com homens e meninos. Em 342 d.C., Constantino e Constâncio decretaram a fogueira para quem fosse pego exercendo o papel passivo em relações homossexuais. Já Justiniano, em 533, castigou toda e qualquer relação homossexual com a fogueira e castração. Daí em diante, por influência do cristianismo, o homossexualismo não cessou, passou para clandestinidade. Tais indivíduos eram vistos estando à margem da lei.
Líderes cristãos como Clemente de Alexandria, Eusébio de Cesaréia, Ambrósio, Jerônimo, entre outros, aprovavam o sexo somente restrito ao casamento, e citavam as proibições de Levítico contra a prática homossexual.
Seitas gnósticas, e, em especial o maniqueísmo, mantiveram o homossexualismo como parte de seu culto. No maniqueísmo, farinha e sêmem eram cozidos e comidos para que a substância divina fosse liberta. Para eles a matéria era má, só o espírito era bom.
Em seu prosseguimento, o homossexualismo esteve presente entre os guerreiros celtas, fato atestado por gregos e romanos, entre tribos germânicas – francos, visigodos, vândalos, anglo-saxões, etc. Os deuses nórdicos obtinham conhecimento devido à ingestão de sêmem, segundo contos folclóricos. No feudalismo, não é fácil identificar o que as sociedades rurais pensavam sobre homossexualismo, mas o “fio negro” que ligava todas as sociedades pagãs também estava entre eles, a saber: a adoração de falsos deuses somada a depravação sexual e injustiça social. A moralidade sexual patrística foi fundamental até mil d.C., e se tornou a base de leis e teoria sexual de nosso tempo.
Enquanto isso, em outra religião monoteísta, o Islamismo, o homossexualismo era praticado, porém desaprovado pela tradição islâmica – Hadith. O homossexualismo, adultério, fornicação, sexo extraconjugal eram todos vistos como pecado na Hadith. Entretanto, práticas com meninos vestidos de mulher, eram peças obrigatórias no harém de homens ricos do Afeganistão até o século XIX. Prager, sobre isso, citou um britânico, que disse: “Descobrimos por um soldado afegão que muitos homens neste país têm a mesma filosofia dos antigos gregos: mulher é só para ter filhos, homem é para ter prazer”[1]
Na Idade Média, abusos por parte de Roma e leis mais severas contra os hereges entraram em vigor como nunca antes. Colin Spencer reconhece que os hereges favoreciam a prática homossexual, dando os bogomilos, maniqueus e cátaros, como exemplos. Em Bolonha, crimes homossexuais deviam ser punidos com a fogueira. Siena estabelecia que o réu fosse pendurado pela genitália. Leis que decretavam pena capital para homossexuais foram promulgadas em quase toda a Europa, porém, há poucos indícios de que tenham sido cumpridas. Um grupo fiel a Roma, os cavaleiros templários, foram perseguidos por Filipe IV, acusados de heresia, idolatria e sodomia. Na verdade, eram muitos ricos, e isso era precisamente o interesse de Filipe: suas terras, posses, valores e extinção. Somente confessaram seus supostos crimes sob tortura na Inquisição. Na segunda metade do século XIII, grandes movimentos populares ascenderam, como exemplo, a Irmandade do Espírito Livre, monges errantes que pediam esmolas e diziam que Deus estava em todas as pessoas, e que estas, podiam encontrá-Lo tanto na meditação quanto nos prazeres deste mundo. Se Deus estava acessível pelo prazer, logo, nenhum ato sexual podia ser pecado. O fantasma gnóstico estava de volta. Tais hereges eram odiados principalmente porque a sodomia era um vício presente no clero.
Um século mais tarde, por influência das autocracias da igreja e do Estado, que não admitiam a bissexualidade, a visão popular quanto à identidade sexual mudou. Agora, qualquer prática sexual extraconjugal ou posições sexuais dentro do casamento que fugisse ao padrão da penetração vaginal tradicional, era obra do demônio. A prostituição feminina e o bordel foram ignorados pela igreja e a bissexualidade só não foi extinta devido uma junção de fatores econômicos, de propriedade e ansiedade masculina sobre a validade da herança. O homossexualismo nessa época é ligado à feitiçaria, além da heresia e demonismo. Muitos pregadores associavam os desastres e doenças da época aos grandes pecados carnais – Exemplo: Peste Negra (Bubônica). Inocente III (Papa) promulgou a Bula, Summis desiderantes affectibus, onde dizia que os demônios íncubos e súcubos, tomavam forma de pessoas para ter relações sexuais violentas com seres humanos, ocasionando natimortos, esterilidade e impotência sexual. Tomás de Aquino disse que os demônios súcubos seduziam os homens a fim de obter seu sêmem, depois, se tornavam íncubos e depositavam o sêmem nas mulheres. Acreditava-se na época que as feiticeiras podiam fazer o pênis desaparecer. O demonista Gilles de Rais, acentuou a ligação do homossexualismo com o satanismo ao seqüestrar, torturar e sacrificar cerca de cento e quarenta crianças para suas invocações ao diabo.
Bem mais a frente, já na época dos reformadores, o catolicismo foi contraditado em sua moralidade, teologia e ordem eclesiástica. O celibato obrigatório dos padres, acreditavam os reformadores, era o maldito estopim que gerava a homossexualidade presente em quase todo clero romano. Homens como Lutero, Zwínglio, Calvino, etc, transformaram a mente e, por conseqüência, o modus viventi dos homens de sua época. Houve uma renovação dos valores da família, do casamento e demais ideais cristãos, ocasionando, um descrédito cada vez maior do homossexualismo. O sexo extraconjugal, segundo Lutero, era destrutivo para alma, corpo, família, fortuna e honra das pessoas. Dessa época, Colin Spencer comenta: “No século XVI, em Estrasburgo, os homens eram afogados por causa do crime de bigamia, decapitados ou queimados pelo incesto e mandados ao pelourinho pelo de sodomia”[2]
Na Inglaterra, a moral puritana provocou o fechamento de bordéis, casas de jogos, tavernas e até teatros. Houve pena de morte para sodomitas e adúlteros e prisão para fornicadores. Calvinistas, congregacionais, presbiterianos e quacres, estavam entre aqueles que provocaram uma revolução moral, intelectual e social naqueles dias. Em 1655, em New Haven , surge à menção legal de lesbianismo como um crime, sendo citada a carta paulina aos romanos, 1.26, como base para tal. A forca era usada muitas vezes, “Nas colônias protestantes dos EUA, no século XVII, a sociedade era tão puritana que esse era o destino de quem cometesse “atos indecentes”.[3]
Com a restauração da corte de Carlos II, a libertinagem aristocrática voltou a aparecer. Um jovem de vinte e quatro anos de idade, Charles Sedley, ficou completamente nu, durante o dia, em uma taverna, fazendo todas as poses imagináveis ou não, num espetáculo exibicionista, tendo ainda proferido palavras insolentes contra as Escrituras. O resultado: aos poucos sumiu o espanto e culpabilidade sobre a “identidade” sexual. Na corte de Carlos II, se encenou o drama de Rochester, Sodoma ou a Quintessência da Perversão, onde o rei de Sodoma vaticina que a pederastia seja um hábito normal por todo o globo terrestre, de maneira a não ocorrer um abuso das genitálias femininas.
Por volta de 1700, homens casados e trabalhadores de classe média freqüentavam clubes e tavernas, onde se travestiam de mulher e mantinham relações com outros homens bissexuais. Tais locais eram chamados Molly House – Casa de Veados.
Discorrendo sobre o sexo e capitalismo, Colin Spencer mostra a classe média redefinindo o papel sexual e família, onde os homens voltaram-se para seus negócios e suas esposas em casa ficaram, como símbolo do poder e posição de seus maridos. Houve aumento do consumismo, que segundo Spencer, rejeitou e obscureceu o homossexual.[4]
Ainda assim, o travestismo e bissexualismo permanecem nas classes altas inglesas, na aristocracia francesa, e realmente, nunca cessaram. Com o advento do Iluminismo, ou era da razão, tudo e todos passaram a ser questionados. Novas idéias surgiram sobre o mundo, a realidade, o homem, a verdade, etc. A maneira tradicional de se interpretar o texto bíblico foi atacada como nunca antes. David Hume afirmou ser a atração sexual o princípio fundamental da sociedade. A pornografia romanceada passou a ter maior popularidade, porém, a relação homossexual ainda era vista como nojenta por muitos. Nesse contexto, surgiu um filósofo hedonista, Jeremy Bentham (1748-1832), que dizia ser o máximo de felicidade para a maior quantidade de pessoas, o objetivo de toda lei. Para ele, nenhuma expressão de amor, incluindo a sodomia, deveria ser tida por antinatural. Muitos desses homens “doutos” começaram a incitar e promover o retorno da arte grega clássica, numa tentativa de relacionar a arte, o belo, o bom gosto, com a apreciação do mesmo sexo. Numa clara contradição da premissa de que a tolerância a todas as expressões de amor é típica de sociedades evoluídas, Spencer afirma que o Iluminismo em nada ajudou a causa homossexual, tendo antes, provocado um aumento do preconceito para com esse tipo de “amor”. Será que a maior parte daqueles homens inteligentes da época e outros que surgiram, cujos ensinos vigoram em nossas universidades atuais, estavam errados em repudiar tal prática?
Um pouco mais a frente, 1833, vemos a Áustria, Toscana, Prússia e URSS, abolirem a pena de morte para o crime de sodomia. Na Inglaterra, houve aumento da perseguição aos sodomitas com duzentas execuções num período de vinte anos. Nessa época, muitos sodomitas foram pegos, julgados, porém, absolvidos, devido serem homens proeminentes na sociedade. O comportamento lascivo, homo erótico, era tolerado, posto de lado, devido a importância que tais indivíduos tinham para o âmbito cultural e científico da sociedade. Ao mesmo tempo em que a sociedade repugnava aquela prática tida como asquerosa, reconhecia a importância que tais intelectuais tinham para o mundo da época.
Um fato que marcou a época, foi o surgimento de explicações médicas para a masturbação, sodomia, etc. O Dr. N. Emmous Paine, afirmou que a prática da masturbação leva ao vício, loucura e ao suicídio. Um neurologista, George Beard, escreveu que aqueles que se masturbam freqüentemente, tanto homens quanto mulheres, não dão valor ao sexo oposto, sentem medo deles e se aterrorizam em pensar em ter relações sexuais. O húngaro, Karoly M. Benkert, em 1869, foi o médico que utilizou pela primeira vez o termo homossexual. Benkert dizia que alguns indivíduos, ao nascerem, tinham uma tendência homo erótica que os faziam dependentes e psicologicamente incapazes ao crescerem.
[2] SPENCER, Colin. Homossexualidade: Uma História, p. 163
[3] Revista Superinteressante. Dez/2004, p. 36
[4] É impressionante que o consumismo continua atualmente movendo a massa populacional; com diferença que não tem mais esse poder negativo sobre os gays. Devido à avareza, governos, empresas, etc; são politicamente “amigos” dos homossexuais, dando-lhes aval e liberdade cada vez maior para impor sua visão.
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