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domingo, 4 de março de 2012

A VERDADE SOBRE O HOMOSSEXUALISMO 4
CONTINUAÇÃO



Diversas formas de tratamento começaram a surgir para livrar o indivíduo desse mal. Tratamento com choques, castração e hipnose eram alguns métodos usados. Só no Instituto Kansas, por volta de 1899, foram castrados quarenta e oito meninos com desajustes dessa natureza. Spencer faz questão de frisar que “tanto à igreja católica quanto a protestante concordaram com a explicação médica, declarando que o homossexualismo era uma anomalia da natureza, uma doença”[1]
                   Na Alemanha, o capelão da corte no Parlamento afirmou que o homossexualismo aliado ao aumento da pornografia e movimento de libertação feminina, corrompiam a sociedade. Alguns diziam que a Grécia e Roma decaíram consumidas pela homossexualidade. Ao diminuir a taxa de natalidade, médicos, políticos e até a igreja, culpavam os homossexuais. Em 1897, Magnes Hirschfeld, judeu e homossexual, fundou o Comitê Científico Humanitário, com intuito de retirar o parágrafo 175, educar as pessoas e dar motivação aos homossexuais para que lutassem por seus direitos.
                   O pai da Psicanálise moderna, Sigmund Freud, afirmou que em 1905, que não devemos tratar os homossexuais como doentes, pois, perversão não é doença. Para ele, a raiz de toda anomalia psicológica na vida adulta estava na maneira com a criança era criada, o que ocorria nessa fase iria influenciar diretamente seu comportamento na vida adulta. Nos anos que se seguiram, aos poucos, foram sendo fundadas outras organizações para estudos da sexualidade, incluindo o homo erotismo,como: Sociedade Britânica para Estudo da Psicologia Sexual (1914); Liga Mundial pela Reforma Sexual (1928); Sociedade Pelos Direitos Humanos (1924); Sociedade Mattachine (1948), etc. Era o começa de uma luta organizada, planejada e implementada pelos homossexuais, que iria mudar a visão social sobre o tema e que já se delineava no horizonte.
                   Homossexuais eminentes e bem posicionados na sociedade começaram a usar sua influência em prol da causa gay. Entre eles havia artistas, escritores, políticos, etc; os quais eram incentivados a vir a público, sair do armário[2] e lutar pela liberação sexual, tolerância,etc.
                   Durante a Segunda Guerra, judeus, ciganos, negros, homossexuais, etc, foram perseguidos e mortos. A marinha e exército americanos, viam a homossexualidade como psicopatologia e aqueles que a praticavam eram psicopatas sexuais. Soldados homossexuais passavam por interrogatórios, tortura e humilhação, sendo por fim excluídos das fileiras militares.
                   Com o fim da guerra e a publicação do relatório Kinsey, “o comportamento sexual do macho humano”, gays de toda parte receberam apoio e encorajamento novos. Segundo Kinsey, 50% dos homens confessaram reagir eroticamente ao seu próprio sexo, destes, apenas 4%, tornaram-se quando adultos, homossexuais. Na Grã Bretanha, a associação médica colocou que poderia haver cura para a homossexualidade através de uma fórmula que incluía cristianismo, trabalho rural e horticultura. Os anglicanos, dentre estes alguns médicos, diziam que era preciso enfrentar a sodomia, e que esta se caracterizava como rebelião contra Deus. Uma vez que o embate entre medicina, leis, religião  e homossexualismo continuava, algo mais precisava ser feito. Havia necessidade que aparecesse um grupo de reforma que fosse mais militante, e assim, aconteceu.
                   Nos EUA, a sociedade Mattachine e as filhas de Bilitis (organização são de lésbicas), lutaram por melhorar a imagem pública dos homossexuais e adquirir para eles participação total na vida americana desde a década de 50. Em 1955, o Dr Derick S. Bailey, teólogo anglicano, desafiou a visão cristã ortodoxa afirmando em seu livro que Deus havia destruído Sodoma devido à falta de hospitalidade e não por suas práticas homossexuais.
                   A década de 60 foi caracterizada por uma série de revoluções, como dos estudantes em Paris (1968), grandes concertos ao ar livre com aumento do consumo da maconha, crescimento do movimento hippie, etc. Em junho de 1969, detetives a paisana foram a um bar para homossexuais apurar denúncia de venda de bebidas alcoólicas sem licença. Duzentos fregueses foram expulsos, o gerente , três fregueses travestis e o porteiro foram presos, porém, ao tentarem sair, os detetives foram vítimas de pedradas e garrafadas lançadas por homossexuais enfurecidos. Nas noites que se seguiram centenas de gays reuniam-se em frente ao Stonewall “cantando o coro: “legalizem os bares para homossexuais!” e “ser homossexual é bom!”.[3]
                   Inspirados no movimento de libertação gay americano, desencadeado por Stonewall, nasceu em 1970, em Londres, a Frente de Libertação Gay, tendo em suas fileiras artistas, marginais, estudantes, professores, sociólogos, etc. Beijos, abraços e andar de mãos dadas foram somados às reivindicações pelo cessar da discriminação e opressão social. Havia, ainda, uma forte ênfase na aceitação pessoal dos homossexuais consigo mesmo. Uma vez que se aceitassem, poderiam contar a família e orgulharem-se do que eram. Em 1972, ambos os movimentos de libertação, gay e feminista, marcharam juntos por Londres até chegarem ao Hyde Park. Nesse mesmo ano, algumas mulheres do movimento romperam com o grupo por acharem que havia atitudes sexistas dentro do movimento gay. Nessa época, e daí por diante, a sociedade passou a ser marcada por auto-realização, satisfação de desejos, consumismo e exploração erótica sem precedentes até então. Houve, como resultado da revolução sexual, segundo John Ankerberg e John Weldon:
...uma exuberância de adultérios e divórcios, pelo aumento de molestamento infantil e da pedofilia organizada, pela expansão da prostituição e da pornografia, do homossexualismo militante, do lesbianismo feminista, por quase 60 doenças sexualmente transmissíveis, e por cerca de 50 milhões de casos de gravidez indesejada que levam ao aborto. Sozinha, a revolução sexual forjou a crescente desintegração da família e, com ela, a desintegração da sociedade em geral.[4]

                   Como resultado direto da aceitação social que teve início e conquistas alcançadas no meio político, cultural, etc; começaram a surgir grupos de gays evangélicos. Em 1968, Troy Perry, ex-pastor pentecostal, através de anúncio em The Advocate (jornal de orientação gay), convocava pessoas para tornarem-se membros de uma igreja organizada. Agora, além dos movimentos, libertação gay e feminista, começava a delinear-se um outro, o movimento gay cristão.
                   Desde então, os homossexuais têm conquistado espaço e aceitação cada vez maiores na sociedade, estando presentes em diversas organizações, política, negócios, religião, profissões, etc. É notória sua presença e luta no meio educacional, onde estão promovendo palestras sobre sexualidade como forma de homossexualizar as crianças, jovens e adultos, mudando assim, a mentalidade do maior número possível de pessoas sobre o tema “amor gay”.                        
CONTINUA: HOMO, EVOLUCIONISMO E PAGANISMO



[1] SPENCER, Colin. Homossexualidade: Uma História, p. 280
[2] Essa expressão veio a ser usada mais recentemente, já no fim do século XX e se refere ao ato do indivíduo de assumir sua homossexualidade .
[3] DALLAS, Joe. A Operação do Erro, p. 76
[4] ANKERBERG, John; WELDON, John. Os Fatos Sobre a Homossexualidade, p. 10,11

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