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sábado, 24 de março de 2012

A VERDADE SOBRE O HOMOSSEXUALISMO 5

HOMOSSEXUALISMO, EVOLUCIONISMO E PAGANISMO

                   Visto de um prisma puramente biológico e Darwinista, o homem seria tão somente mais um animal dentre tantos outros que existe e que luta para sobreviver e alcançar um estado evolutivo maior. Muitos autores abordam a questão homossexual dessa forma, comparando o ser humano com várias espécies de animais. Chimpanzés foram observados lutando e infligindo cócegas uns aos outros, praticando felação e carícias nos genitais. Colin Spencer assim vê a questão quando diz que “sexo incontrolável” está ligado em nossas mentes ao barbarismo, à decadência da civilização, talvez à nossa própria evolução...”[1], e ainda que:
... o impulso sexual é dominado pelo gene do egoísmo, a força impulsionadora que assegura a sobrevivência das espécies. A necessidade de procriar...tem sido usada como um argumento da irrelevância do ato sexual dentro do mesmo sexo ou até mesmo de que iria contra a natureza. [2]
                  
                   Em 1945, foi observado que antílopes imaturos gastavam seu excesso de força sexual em ações homossexuais, heterossexuais, masturbação e exibicionismo. Para Spencer, aquilo que designamos como homossexualidade é parte constituinte da natureza sexual do Homo sapiens, logo, o homem é e será sempre um animal melhorado entre os demais que surgiram na terra por obra do acaso. Há uma forte ênfase em se dar livre vazão aos instintos carnais, biológicos, em detrimento do intelecto, do equilíbrio e coerência no viver, escolher e gozar todos os prazeres da vida. Tal ênfase, diminui o valor do homem, provoca frustrações, aumenta a incidência de aborto e das DSTs, AIDS, hepatite B e C, etc. Tudo isso se tornou muito claro após a revolução sexual dos anos 60.
                   Com respeito ao paganismo, alguns consideram que toda religião tem origem sexual, e, para tanto, citam divindades fálicas como Shiva, Agni, Shakty (Índia), Legba, Vênus, Baco, Préapo, Dionísio, etc. Na Babilônia, as mulheres prostituíam-se com os sacerdotes nos templos de Milita, enquanto que na Grécia e Roma, as mulheres exerciam em sacerdócio sexual nos templos de Vesta, Vênus, Afrodite, Ísis, etc. O sexo entre os povos pagãos era visto como um portal para a clarividência, telepatia, poderes esotéricos e união com a divindade. Samuel Aun Weor, afirma que “o culto fálico é a única coisa que pode levar o ser humano à auto-realização íntima”.[3]
                   Estudos antropológicos, mostram tribos da Nova Guiné onde a homossexualidade era mais importante que a heterossexualidade e estava sempre ligada a religião. Entre os Marind, meninos iniciados eram penetrados pelos homens mais velhos no ritual Sosom, e mesmo depois de casados, tais homens podiam ser chamados para iniciar um sobrinho por três ou quatro anos. Spencer declara que “havia também um aspecto metafísico na relação homossexual, pois os participantes acreditavam que ela tinha o poder de transformá-los física e espiritualmente”.[4]
                   Na Melanésia havia tribos em que os homens se travestiam de mulher e praticavam rituais secretos e sagrados. Era crença entre eles que a relação sexual entre duplas de sexo igual poderia comunicar o conhecimento sagrado e que conhecendo o parceiro intimamente é que se compreenderá sua própria identidade divina, cada um transformando o outro num deus. Entre tribos da América do Sul e do Norte havia o berdache – homens travestidos de mulher e algumas mulheres de homens – que muitas vezes decidiam sê-lo devido um sonho anterior ao ritual da puberdade, em que uma “deusa” aparecia e ordenava que as mulheres se tornassem em homem e os homens em mulher (Lembram que na parte 1 citei que a deusa Ishtar transformava os homens em mulher e estas em homem como prova de seus poderes?) Os jovens tinham medo desse chamado do mundo espiritual, porém, caso ocorresse, não poderiam recusar. Tais jovens, aprendem a usar apetrechos femininos com ajuda dos espíritos e têm a voz modificada de homem para de mulher
                   Os gregos, cuja visão era antropocêntrica – o homem como centro do universo – viam o ser humano como superior ao restante da natureza. Entretanto, não logravam êxito no âmbito religioso e sexual de sua sociedade. Seu politeísmo era carregado de divindades homossexuais, pederastas, lésbicas e promíscuas. Assim, temos o famoso casal Zeus e Ganimedes, o amor de Hércules por Filocteres, Nestor, Adônis, etc. A cultura, religião e sexualidade viam-se entrelaçados na vida dos povos antigos. Na Mesopotâmia, era comum a crença em grandes deusas, a sacerdotisa Xamã era cultuada por toda tribo e era atribuído a deusa Ishtar o poder de transformar homens em mulher. No candomblé, alguns orixás (deuses) são hermafroditas, como Logum-Ede e Oxumaré, e encontramos relação homo erótica entre Oxossi e Ossaim, em alguns mitos. Oxalá, pai de todos os deuses, veste-se sempre de mulher (Por isso é comum essas religiões afro aceitarem os que estão homossexuais sem preconceito ou repressão alguma ao seu desvio sexual e, alguns que lá entram em dúvida nessa questão, logo, se tornam homossexuais assumidos por força dos orixás - demônios).
                   Dennis Prager, corrobora tal premissa, quando diz “...desde o início dos tempos, o sexo anal fazia parte da adoração às deusas”.[5] Dezenas de deuses pagãos demonstravam comportamento lascivo, promiscuo e homo erótico, não havendo necessidade de nos estender aqui. É clara a continuidade do “fio negro” ligando as culturas e povos pagãos ao longo da história, demonstrando a forte relação entre depravação sexual, religião pagã (depravação cultual) e injustiça social. O caso mais cruel que já foi registrado, da relação entre paganismo e homossexualidade, é do demonista Gilles de Rais (1404-1440), que seqüestrou mais de 140 crianças, em rituais de invocação a satã. Spencer admite tal relação ao declarar que “...a Filosofia e as religiões pagãs aprovavam a homossexualidade...”[6]


[1] SPENCER, Colin. Homossexualidade: Uma História, p. 11
[2] Ibid. p. 15
[4] SPENCER, Colin. Homossexualidade: Uma História, p. 22
[6] SPENCER, Colin. Homossexualidade: Uma História, p. 380

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